Imagine, você, um Brasil onde a violência fosse dramaticamente reduzida, limitando-se a poucas esferas da sociedade. Um Brasil onde se pudesse sair na noite, ficar de boa, não precisar beber pra "ficar fora de si um pouco", curtir a noite sem medo de ser parado em uma blitz e meter o bocão no bafômetro. Um Brasil onde, nos butecos da vida, não haveria a matança que há hoje em dia, por discussões entre bêbados irresponsáveis (aliás, qual bêbado não fica irresponsável, não é?).
A liberação de drogas mais leves, como a maconha, certamente reduziria muito a violência, mesmo porque acabaria com a "guerra contra o tráfico". É uma questão lógica: liberando o consumo e até o plantio para consumo próprio ou para fazer a cabeça dos mais chegados, acaba aquela correria até os morros e aos "patrões", a fim de descolar uns baseadinhos. O produto poderia ser vendido em mercadinhos, farmácias, bares, enfim, qualquer lugar comercial, em forma de cigarros já preparados ou prensados (como já são vendidos), para que o usuário não perdesse o prazer em preparar seu próprio baseado. Puta merda, imagine só, você sentado em uma mesa de bar com seus amigos e amigas, bolando o seu, na paz da noite sem violência. Acende o brau e curte, sem medo de ser feliz.
Em casa, teria lá seus dois pezinhos, dando camarões o ano inteiro!!! Caralho, ia ser demais, se você pensar bem. Pelas manhãs, ao sair para o seu trampo ou para outra coisa, cumprimentaria todas as pessoas prensando a saída da fumaça. "Eee aeee..?? belêêê??? fffffffff...." Putz, demais, mesmo.
Mas, isso, infelizmente, não é para um país de mentes toscas como é o Brasil. Mentes que ainda raciocinam como raciocinavam as pessoas na época do império, que mal conheciam o resto do mundo. Não fazem a mínima idéia de que uma garrafa de cerveja tem muito, mas muito mais efeito negativo do que se você fumar 5 baseados, sim, porque, se você conseguir fumar esses 5, o máximo que irá acontecer é você bodar e cair de sono. Só isso. Sem tonteira, sem vômito (a não ser que misture com bebida), sem mau hálito (só escovar os dentes e pronto), sem ficar falando alto, como se todo mundo fosse surdo, sem ficar nervoso porque seu amigo não torce pro seu time, sem ficar naquela de rir e chorar a todo momento (coisa de bebum), sem ficar querendo dar a bunda (a não ser que você já seja gay), enfim, sem um monte de coisas ruins que só os alcoolizados têm como características e sabem fazer.
A vida seria diferente, com certeza. Os traficantes não seriam lá "os traficantes", pois poderiam entrar na concorrência com o comércio e, quem sabe, omitir alguns poucos impostos e, ao invés de serem presos, dariam conta depois com o imposto de renda. Os que fizessem contrabando, teriam, assim como as pessoas que vão ao Paraguai nos trazer porcarias, perderiam apenas seus produtos. Não existiria tanto o comércio ilegal de armas, que é feito principalmente para a guerra contra o tráfico e o tráfico contra a guerra, se é que você me entende. Afinal, se o governo está disponibilizando o produto, assim como o comércio formal também, não é necessário haver briga entre traficantes e entre estes e a polícia.
Pessoa, se você está lendo esse texto e achando um absurdo, é porque nunca fumou um baseado na vida pra saber como é. E, se você não sabe como é, não tem o direito de ficar metendo o bedelho onde não deve. Uma hora, perde esse bedelho seu e vai ver só. Antes de qualquer conclusão, seja um verdadeiro homem ou mulher e vá fumar um. Vai ver que não estou falando bobagem nenhuma, aqui. Garanto-lhe dias mais calmos e sonos mais pesados. Ô coisa boa, viu?!
Bom, eu vou continuar aqui, fumando o meu, enquanto você pensa em como seria diferente a vida, como seria bem menor o índice de violência e outras tantas coisas envolvidas, se as drogas fossem liberadas.
Então, que tal lutarmos pela liberação??
Nenhum comentário:
Postar um comentário